O que � isso?
  • Jorge da Cunha Lima
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    Viva o Centro

"S�bio n�o � quem leu 150 livros, mas quem conseguiu amar um livro."

21/07/2007 23:16

HEROISMO, TRAGÉDIA, SORTE E FALTA DE ÉTICA

PROTAGONISTAS PRÓXIMOS E DISTANTES DE CONGONHAS

Não preciso reafirmar que os grandes heróis da tragédia da TAM foram, como sempre, os bombeiros.Vivem no fio da navalha, nos limites extremos do risco e, nessa desconfortável geografia salvam vidas e por vezes perdem a própria. Intrigante. Pertencem à mesma polícia que tem indiciado tantos de seus membros, como cúmplices de bandidos. A corporação mostra que a polícia pode ser um orgulho da sociedade brasileira.
Outro herói. O funcionário da TAM, que em vez de sair correndo pela porta da frente, ao primeiro sinal da explosão, preferiu subir as escadas do fundo para ajudar os colegas em perigo.Morreu.
Os sentimentos diante da tragédia são os mesmos, ninguém é mais ou menos filho do que os outros, mas confesso que o texto do pai de uma jovem engajada,idealista, bela e, em plena vida, escrito na Folha de ontem me comoveu muito. Poderia também comover os responsáveis diretos e indiretos por esta e por todas as tragédias por vir no destino dos brasileiros.
Não chegou a hora, dizem alguns. Mas há mesmo gente com sorte. Um dos melhores atores da nova safra teatral, Daniel de Oliveira não conseguiu falar com o 0800 da TAM. Pegou outro avião. Salvou-se. Aliás, a melhor maneira de se salvar é tentar o 0800 da TAM ou solicitar uma passagem com o direito às milhagens. Nunca há lugar.
Os jogadores do Grêmio também.
Por fim, um episódio desnecessário, numa biografia política e intelectual tão rica na vida de um assessor do palácio do Planalto.
O cara se rejubilou com gestos obcenos quando soube que a turbina do aviào é que era um dos responsáveis pela tragédia, diminuindo assim as acusações ao governo.A tragédia não diminui se for a roda, a turbina, a pista, a Infraero, a ANAC ou o próprio piloto.
Não estamos num jogo de futebol para saber quem vai perder. Quem tinha de perder já perdeu. Todos sabemos que a culpa é de um processo abafado e sonegado. Mas se rejubilar, em pleno luto oficial, porque o capitão do meu time não recebeu cartão vermelho é de uma absoluta falta de sentimento, para não dizer, de ética.
enviada por Jorge da Cunha Lima






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